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Um hatchback espaçoso, bem equipado, com preço de carro popular e muito bem
aceito no mercado. A frase pode parecer impossível, mas não para o Fiat Tipo.
Depois por passar
por alguns problemas de incêndio, o modelo viu seu preço despencar. Hoje
estabilizado
e com os defeitos sanados, é uma boa opção entre os médios-pequenos usados.
Seu preço começa em R$ 8.000,00.
Um caso singular. Assim pode ser considerada a história do Fiat Tipo no
Brasil. O hatchback médio-pequeno foi do “céu ao inferno” em pouco mais de
três anos. Sua importação da Itália, onde foi lançado em 1988, começou no
fim de 1993. Moderno e espaçoso, logo conquistou o consumidor brasileiro,
desacostumado a grandes novidades depois de décadas de mercado fechado.
O Tipo chegava em versão única 1.6 i.e, primeiro apenas com três portas e,
logo depois, com cinco. Trazia direção assistida e podia receber
ar-condicionado, vidros e travas com acionamento elétrico e até teto solar
como opcionais. O propulsor 1,6 rendia 82 cv de potência e o porta-malas
podia abrigar 280 litros de bagagem.
Em 1994, a Fiat passou a trazer a versão SLX, com motor 2,0 8V de 109 cv de
potência e somente cinco portas. O pacote de equipamentos era interessante,
com ar-condicionado, direção assistida, vidros, travas e retrovisores com
acionamento elétricos, regulagem de altura e apoio lombar no banco do
motorista, faróis auxiliares, entre outros. Entre os opcionais estavam as
rodas de alumínio, freios ABS e teto solar.
No mesmo ano, chegou o mais potente dos Tipos. O 16V – ou Sedicivalovole,
como dizia o suporte de placa traseiro – trazia um 2,0 16V de 137 cv de
potência, 10 a mais do que o mais potente Fiat nacional de então, o Tempra
16V. Era comercializado somente com três portas (poucos cinco portas
chegaram) e tinha aspecto esportivo, com saias laterais, frisos vermelhos
nos pára-choques, rodas de alumínio de 14 polegadas, volante revestido em
couro e painel completo, incluindo manômetro e termômetro de óleo. O pacote
de equipamentos seguia o do SLX.
Com a repentina elevação do imposto de importação de 20% para 70% em
Fevereiro de 1995 e o anúncio do fim da produção do modelo na Europa, a Fiat
se viu obrigada a produzir o modelo por aqui. Ela não contava, porém, que
uma série de incêndios nas unidades 1,6 importadas, ora causados pelo tubo
convergedor do ar quente, ora pelo rompimento da mangueira da direção. A
imagem do carro, literalmente se queimou, mesmo com os dois recalls para a
solução do problema.
O Tipo nacional chegou no fim de 1996 em versão única 1.6 mpi, com injeção
multiponto e 92 cv de potência. Eram de série direção assistida e vidros e
travas com acionamento elétrico. Nem a bolsa inflável frontal para o
motorista – que pela primeira vez equipava um carro nacional – foi capaz de
atrair os consumidores. O modelo deixou de ser fabricado em 1997, depois de
somente 12.500 unidades.
O mercado do Tipo é composto praticamente apenas pela versão 1.6 i.e dos
anos de 1994 e 1995 com cinco portas, que não costumam ficar muito tempo em
estoque. Por um pouco mais (às vezes até menos) é possível comprar um SLX ou
um 2,0 16V, mais potentes e equipadas. As ocorrências de incêndios são
inexistentes atualmente, uma vez que a maioria das unidades foram já
reparadas.
Confira abaixo o consumo e o desempenho das diferentes motorizações do Tipo:
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MODELO |
1,6 i.e |
2,0 |
2,0 16V |
|
POTÊNCIA |
82 cv |
109 cv |
137 cv |
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TORQUE |
13,3 m.kgf |
16 m.kgf |
18,4 m.kgf |
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ACELERAÇÃO (0 a 100 km/h) |
14 seg |
10,8 seg |
9 seg |
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VELOCIDADE MÁXIMA |
170 km/h |
188 km/h |
204 km/h |

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