Aqui pus ao v. dispor várias técnicas de
condução de estrada e de competição!
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Os carros a carburador como
é o caso do Ford Escort
’90
, são um pouco
problemáticos a arrancar, irás notar isso se tiveres conduzido um a injecção ou
nunca tenhas conduzido nenhum carro.
Há dois processos básicos a seguir:
- Se o motor estiver frio, dependendo do estado climatérico
- Em todas as situações convém fazeres este primeiro passo
1. Pões a chave na posição em que as luzes do travão de mão e da bateria aparecem e carregas duas vezes no acelerador para injectares gasolina para o carburador.
2. Com um clima extremamente frio. Puxa o choke manual até ao fim. Sem acelerares. O motor deve arrancar facilmente. A partir daqui, tenta manter a rotação o mais baixo possível até que o óleo se espalhe por todo o motor.
3. Clima frio. Puxa o choke manual até meio. Sem acelerares. Tal como na situação anterior o motor deve arrancar facilmente.
4. Clima Ameno. Após o 1º passo, Dá à chave e larga quando sentires que ele vai pegar e dá muito ligeiramente um toque no acelerador, seguido de mais uns toques com o objectivo de manter o motor a funcionar em rotação baixa saudavelmente.
5. Clima quente. Seguir o passo 4, mas nesta situação deverá ser mais fácil.
- Se o motor estiver quente, dependendo do tempo em que o motor esteve desligado:
1. Pões a chave na posição em que as luzes do travão de mão e da bateria aparecem e carregas uma (ou duas) vez(es) no acelerador para injectares gasolina para o carburador.
2. Recentemente (1 min.). Após o 1º passo. Apenas pô-lo a funcionar e põe-te a andar.
3. Pouco tempo (5 min.). Após o 1º passo. Injecta o pedal até ½ e deixando-o lá liga o motor de arranque. Quando o sentires pegar, larga o acelerador para evitar uma aceleração demasiada.
4. Algum tempo 30 min. Fazes exactamente como no passo 3, só terás de carregar no acelerador até ¾.
5. Muito tempo 4 horas. Bem
o motor já está frio, segue o processo em cima! :-)
Para quem não sabe, vou sucintamente explicar como
funcionam a embraiagem e a caixa de velocidades.
A caixa de velocidades é constituída por rodas dentadas, como vez na roda
traseira duma bicicleta de ciclismo. É só por dizer que é um pouco mais complexo
porque tem uma espécie de anilhas também dentadas entre as rodas dentadas. Estas
rodas dentadas têm tamanhos diferentes sendo a roda equivalente à 5ª a maior, e
a roda equivalente à 1ª a mais pequena. Assim quanto mais pequena for a roda
dentada engrenada, mais força será transmitida ao motor.
A embraiagem tem uma roda dentada “fixa” que através de um disco e dessas
anilhas da caixa de velocidades encaixará nas rodas dentadas correspondentes a
cada mudança. Enquanto estiveres a carregar na embraiagem, o tal disco fica a
rodar, quando a largas ele irá fazer o acerto da velocidade do motor com a
velocidade das rodas, fazendo assim a transferência da potência do motor para as
rodas. (sistema de sincronização no engrenar de mudança).
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Mudar de mudança para uma superior (ex. 2ª -> 3ª), usualmente não traz
problemas, pois o sistema de sincronização na troca de mudança, consegue
suportar por menor que seja a rotação. Isto acontece, porque a velocidade das
rodas é baixa e ao carregares na embraiagem a rotação do motor vai
automaticamente descer, logo, quando pões a mudança superior não haverá
problemas no acerto da velocidade do motor com a
velocidade as rodas. No entanto mudando de mudança para uma inferior com a
intenção de ganhar mais potência (ex. 3ª -> 2ª)será
mais difícil pois a velocidade das rodas é mais elevada bem como a do motor, daí
a dificuldade de fazer o acerto com a mudança inferior, terias de esperar que a
velocidade do carro desce-se bem como a rotação e isto diminui a vida dos anéis
e disco do tal sistema de sincronização.
A solução é fazeres uma “dupla”. O princípio desta manobra é em fazer o acerto
da velocidade das rodas e do motor com a introdução duma mudança inferior. Assim
enquanto carregas na embraiagem para trocar de mudança terás de fazer o tal
acerto, esta é a parte que irá requerer algum prática, mas é uma questão de
treino.
Podes aplicar esta manobra mudando de mudança para uma superior ou para uma
inferior.
Mudando de mudança para uma superior
Podes fazê-lo quando desejas obter um melhor aproveitamento de cada mudança do
teu carro. Assim conseguirás uma optimização do aproveitamento da potência do
motor em baixo regime (Será excelente em carros que tenham a sua potência máxima
em rotação não muito alta)
Inicialmente,
estás a acelerar, em 1ª (como na figura)
Carrega
na embraiagem como fazes usualmente puxando
a manete
das mudanças, em direcção da próxima mudança.
A seguir é que vem a parte manhosa.

Mantendo a embraiagem em baixo, dá um (ou dois) toque(s)
rápido(s) no acelerador, para dar a aceleração
desejada,
engrenando a 2ª mudança.

Depois é largar a embraiagem normalmente e voltar a acelerar.
Mudando de mudança para uma inferior
Podes fazer esta manobra em duas situações distintas.
Numa ultrapassagem
Vais atrás de um veículo lento, no momento em que o desejas ultrapassar vais à
mesma velocidade que ele, para obteres mais potência de arranque, fazes uma
dupla e sentirás um disparo excelente para a execução de uma ultrapassagem
segura.
Numa redução
Terás de fazer a rotação subir mais um pouco que o normal, o travar que irás obter com a redução não será tão violento, se fores a uma velocidade muito grande, com uma redução destas, não tenderá a travar imediatamente, mas a redução será muito mais suave e rápida, acabando por se tornar mais eficiente. Ora se estás a tentar reduzir a velocidade do carro, é natural que tenhas de travar ao mesmo tempo. Isto requer o movimento tip-heel com o pé: usando o calcanhar ou o lado do pé para acelerar enquanto travas com a ponta do pé.

Inicialmente estás a travar em 3ª (como na figura)

Continuando a travar, carrega na embraiagem e começa o movimento de trocar a
mudança.

(continuando o movimento da troca de mudança, neste momento provavelmente irás na posição de ponto-morto ) com a embraiagem em baixo e continuando a travar, dá um (ou dois) toque(s) rápido(s) no acelerador (utilizando o movimento tip-heel) para dar a rotação desejada ao motor.

Aqui já terminas-te o movimento da troca de mudança de 3ª para 2ª.

Continuando a travar, larga a embraiagem normalmente e está
efectuada a redução de uma forma suave e eficaz.
Com um bom ouvido, conseguirás sentir a
facilidade com que o motor reduziu de velocidade e teoricamente tu consegues
conduzir sem usar a embraiagem. Como é óbvio isto só seria útil, se tivesses
partido o cabo da embraiagem ou algo parecido... O perigo do
tip-heel, é que não te deverás viciar totalmente a fazê-lo, pois que ao
fazê-lo reduzes a capacidade de travagem do carro. Ou seja quando quiseres parar
a sério não uses este movimento! :-)
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Aviso: Estas técnicas de slide Não são eventualmente apropriadas para fazer na
estrada. Podes danificar o teu carro bem como outros carros e materiais de
propriedade civil.
Um problema comum com os
carros de tracção dianteira, é que (estando situado todo o peso na frente do
carro,) este tem tendência para fugir de traseira, especialmente se acelerares a
fundo repentinamente. Nas curvas apertadas ou numa situação de emergência, um
slide controlado com o eixo traseiro pode se tornar interessante. O travão de
mão pode ser utilizado para isso, se puxares rapidamente o travão de mão e o
largares no ponto certo da curva, quando o peso do carro estiver todo na outra
roda da frente. Se tu acelerares muito ou a curva não for apertada o suficiente,
a traseira do carro estará demasiado pesada ao puxares o travão, e não vai dar
em nada. Controlar um slide não é uma coisa fácil, como “contra-breakar”
e pedal da gasolina têm de ser precisos a fim de evitar o pião completo ou um
novo slide no sentido oposto ao primeiro. Pratica sozinho (sem outros carros)
num campo aberto para ficares a conhecer as reacções do teu carro.
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Quando começas um slide , dependendo da velocidade a que tu fores, o carro
começa a virar (brutalmente) e tenderá a virar até 180º. Se este não é o angulo desejado, ou mesmo se o slide não é desejado de todo,
deverás “contra-breakar”. Consiste em virar o volante
para o lado em que a traseira está a sair, de modo a que a frente do carro
avance também nessa direcção. O volante terá de ser virado a quantidade certa,
isto é obvio que é uma questão de prática, pois terás de conseguir “sentir” a
posição das rodas da frente. Uma vez que tenhas controlado o slide, o volante
terá de voltar à posição inicial, para evitar o slide para a direcção oposta que
invariavelmente te levará para fora da estrada. Uma marca no topo do volante,
como nos volantes desportivos, poderá dar uma grande ajuda, no entanto sentir
todo o carro é muito mais importante.
A adicionar, o saber manipular os pedais, também é bastante importante durante o
slide. Se tu travares, mesmo devagarinho, o peso do carro transfere-se para a
frente do carro e a traseira perde aderência (slide maior). Enquanto que se
acelerares, acontece o fenómeno oposto, ou seja diminuirá o slide traseiro
(cuidado que provavelmente começará a fugir de frente). Também pode variar de
carro o tipo de viragem dos carros, pois uns necessitam de dar mais voltas para
virar o mesmo (caso do meu carro)! :-( Umas mãos
rápidas e um espaço aberto vazio é tudo o que precisas.
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Aviso: Estas técnicas de slide não são eventualmente apropriadas
para fazer na estrada. Podes danificar o teu carro bem como outros carros e
materiais de propriedade civil.
Esta técnica é a mais difícil. Quando tens o carro numa curva aberta, em estás a pôr todo o peso do carro na outra roda, mesmo até ao limite da aderência, um toque no travão é tudo o que precisas para começar um slide traseiro controlado. Parar de acelerar podia ser uma maneira de resolver isto, mas será feita uma melhor transferência de peso mantendo o motor a puxar pela frente do carro, usando o pé esquerdo para travar. No início é difícil acertar com a pressão necessária que deverás fazer, poiso teu pé esquerdo é usado para empurrar o pedal mais duro, que é a embraiagem. Mas tu és capaz de aprender a ter sensibilidade nesse pé tal como consegues com o pé direito. Certifica-te apenas que não vem nenhum carro atrás de ti quando experimentares pela primeira vez! :-)
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Olhar
para a frente
Este é o primeiro de uma
série de artigos sobre, as técnicas dos condutores de corridas e como poderão
ser aplicadas para fazer da condução diária, mais segura, mais eficiente e mais
confortável.
Uma das primeiras coisas
que um condutor de corridas terá de aprender, é tomar atenção para a pista à sua
frente. É difícil, quanto tens outros carros centímetros ou metros à tua frente
a velocidades superiores a 200 Km/h, e terás de te lembrar que o mais importante, são os
vários quilómetros de pista à tua frente. Mesmo a velocidades de auto-estrada,
não à muito a fazer quando surge um imprevisto a 50 ou a 100 metros do teu
carro, virtualmente não há nada a fazer, no entanto, apesar de ser importante
observar o que se está a passar nesse local, a parte da estrada em que te deves
concentrar será a parte a conduzir a seguir.
Os Racers conduzem os seus
carros de modo a passarem em pontos precisos da pista volta após volta. Uma das
piores coisas para um novato aprender, é não olhar para ver a proximidade desses
pontos. Antes de criar esses pontos, o Racer, dá uma volta e fixa-os em cada
localização particular. Mas aqui é que está a fórmula para fazer uma volta mais
rápida, na melhor das hipóteses, ou, um acidente, na pior das hipóteses...
Os Racers desenvolvem com
sucesso uma capacidade de constante observação. Eles usam a sua visão para
observarem o que se passa em redor dos seus carros, observando automaticamente
os espelhos, os painéis de instrumentos, a pista mesmo à frente e a pista mais
longe aleatoriamente e consecutivamente. Esta técnica também deveria ser usada
por todos os condutores, nas estradas e auto-estradas, dos quais te deves abster
de observar, o lugar do passageiro, os bancos de trás, o mostrador do rádio, o
telemóvel, a paisagem que vai passando ou uma pessoa atractiva num outro
carro...:-)
Há
varias razões para olhar para a frente. É óbvio que é importante para
observares o tráfego, de modo a antecipares abrandamentos, congestionamentos,
acidentes, e até mesmo animais. De igual modo importante, e talvez não tão
compreensível, é que olhando para a frente ganhas informação de para onde a
estrada vai e o que nela se vai passando. Um olhar rápido (lembra-te, não fixes
o teu olhar em nada) produz no condutor uma imagem da estrada equivalente a um
mapa mental que é guardado e processado depois da observação.
Olhando o mais para a
frente possível numa estrada com curvas ou numa pista com curvas, irá reduzir o
número de mudanças de direcção necessária para contornar essas curvas com
segurança e suavidade. Olhares a uma distância de 50 metros em vês de 20, irá
reduzir de correcções de viragens em metade. Na estrada, traduz-se para
segurança, suavidade, e conforto. Na pista, traduz-se em pneus mais frios,
velocidades mais rápidas nas curvas e voltas mais rápidas.
Um problema com que os Racers não se confrontam numa corrida, é encontrar veículos mais largos e maiores. Não irás conseguir observar a estrada à tua frente, atrás de um camião, ou de um autocarro, logo estás numa situação perigosa. Assim que possível, ultrapassa esses veículos, com tamanhos superiores ao do teu, pois indo atrás deles, não consegues ter a informação necessária para uma condução segura e confortável.
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Travagem
– Parar!
De todas a capacidades que
um Racer deve ter para conduzir rápido, nenhuma é mais complexa nem crítica do
que travar.
Nenhuma técnica de condução
desportiva é mais difícil de executar perfeitamente ou de aprender do que
abrandar o carro até aos limites da sua performance de travagem. Isso ocorre
dezenas de vezes em cada volta da pista. Abrandas demais, ou muito cedo e
perdeste tempo crítico para o tempo da volta. Abrandas pouco, pouco tempo e
perderás o controlo do carro ou mais.
Há três factores que fazem
travar um processo tão complexo. Primeiro, virtualmente todas as travagens
durante uma corrida, são efectuadas até ao limite absoluto da performance do
carro – o limite dos travões, capacidade de converter a energia cinética em
energia térmica e/ou a capacidade dos pneus em aderir ao asfalto. Segundo, a
característica de travagem do carro, nunca são as mesmas em duas travagens num
seguimento. Terceiro, o acto de travagem implica mudanças na postura do carro,
na distribuição do seu peso e no controlo do carro, tudo isto junto torna a
travagem difícil e complicada.
Os condutores de “cidade” e
“domingueiros”, raramente experimentaram uma travagem até ao limite. Quando o
fazemos numa situação de emergência, muito poucos de nós estamos preparados para
o fazer. Gostava de ver todos os condutores a terem uma oportunidade de
praticarem uma travagem pelo menos duas vezes por ano até parar o carro vindo de
uma velocidade elevada sem se despistar, travar a 50 Km/h, a 80 Km/h e a 120 Km/h.
Se todos soubéssemos exactamente a sensação do tempo e distância de travagem
necessárias, as estradas e auto-estradas seriam certamente mais seguras.
Quando carregas no travão
suavemente ou bruscamente, o peso do teu carro transfere-se da traseira para a
frente, podes reparar nisso assim que travas o carro "afocinha". Se travares
bruscamente, é possível que os travões bloqueiem a roda antes da transferência
de peso ocorrer. Os pneus irão deslizar antes dos travões dissiparem alguma
energia, e a maior parte da eficiência da travagem perder-se-á. Os Racers
aprendem, e os condutores normais deveriam aprender a carregar no travão
rapidamente em vez de carregar numa só vez a fundo, mantendo a pressão no pedal
nos limites do travão.
As características dos
pneus como a pressão e o estado da borracha do pneu, tem um impacto directo na capacidade do carro para parar. A
pressão e condições dos pneus dos carros de competição são revistas dezenas de
vezes durante a corrida e os treinos de cada prova. Por acaso sabes a pressão
ideal dos pneus do teu carro? Sabes como a medir? Sabes qual é a pressão que os
pneus têm neste exacto momento? Se não consegues responder a estas três
perguntas, então corres sérios riscos de aumentar o risco de não parar quando
for necessário. Deve rectificar a pressão dos pneus cada vez que vás à bomba de
gasolina, e deverias ter em especial atenção o estado dos pneus cada vez que
entras para o carro.
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Abrandar
Virtualmente todas as
travagens que um Racer faz, é feita em preparação para/a efectuar uma curva. Uma
das primeiras lições que todos os Racers têm de aprender é que a forma mais
eficiente de travar um carro é numa linha recta com o peso do carro distribuído
de igual modo em ambos os lados do carro. A curva padrão num determinado curso é
feita sob potência, com o abrandar efectuado antes do carro curvar.
No artigo anterior falei da
transferência de peso da traseira para a frente do carro e que o carro estava
desenhado para suportar isso. A transferência de peso numa curva é efectuada de
uma lado do carro para o outro, de dentro para for a da direcção da curva. O
sistema de travagem não está preparado com raras excepções, para se adaptarem a
essa transferência de peso, tem de ser o condutor a fazê-lo.
De todas as vezes que
viramos o volante, comprometemos a eficiência da travagem. Quando viramos numa
curva para a esquerda, por exemplo, algum do peso do carro transfere-se do lado
esquerdo para o lado direito do carro, ficando o lado esquerdo mais leve. Se
travarmos (ou abrandarmos) ao mesmo tempo, o peso do carro transfere-se da
traseira para a frente do carro. Agora o carro encontra-se instável, pois os
quatro cantos têm pesos diferentes bem como a força da travagem e a aderência
dos pneus é diferente nos quatro cantos do carro.
Neste momento o carro
encontra-se muito desconfortável para os passageiros e difícil de virar. Na pior
das hipóteses o condutor perde o controlo do carro por completo. A solução? Para
o conforto e segurança, sempre que possível, não traves e vires ao mesmo tempo,
pois se tiveres de o fazer tem consciente que o carro não irá travar nem virar
como deveria.
Da próxima vez que fores
conduzir na estrada tenta abrandar antes de entrares nas curvas, ou seja antes
de virares o volante de modo a fazê-la numa velocidade constante (mas não muito
depressa) e quando avistares o fim da curva, começa a acelerar suavemente. Se é
diferente do modo como costumas curvar, irás notar uma grande diferença bem como
os passageiros. Esta técnica irá te ajudar bastante numa estrada aos
S's. Abrandando sempre com o volante direito, não travando enquanto
curvas e acelerando suavemente no final da curva.
As desvantagens em travar e
curvar ao mesmo tempo são bem visíveis em situações de emergência nas
auto-estradas. Um carro para bruscamente à tua frente. Tu travas o mais possível
e desvias pela berma em simultâneo. Se tiveres sorte, irá resultar, mas só
porque não travaste ao máximo como poderias ter feito. Se tiveres menos sorte
irás entrar num slide descontrolado podendo fazer vários piões ou embater no
carro que desejavas evitar.
Mas isso não é novidade
agora que já sabes que não podes travar e curvar ao mesmo tempo com sucesso. Se
já fores um Expert em travar até ao limite sem
bloquear as rodas (sem ABS) travas até ao limite da primeira vez e de seguida
com mais facilidade na travagem conseguirás mudar de direcção, se estiveres for
a de pista, já é mais crítico, trava suavemente para preservares a capacidade de
viragem.
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Acelerar
Os Racers passam a maior
parte do tempo na pista a acelerar. Mesmo em pequenas zonas entre as curvas,
onde um condutor normal se manteria numa velocidade constante, o Racer acelera
até à velocidade máxima possível até ter de travar no último momento. Todas as
curvas duma pista de corridas são terminadas em aceleração.
Como acontece na travagem,
acelerar com as rodas do carro viradas compromete a capacidade do carro para
efectuar o desejado. A velocidade máxima só pode ser adquirida numa linha recta,
no entanto num carro de competição a aceleração é também feita em curva, quando
o volante está a voltar para a posição inicial.
Numa condução normal não há
razões para que se acelere até à máxima performance. No entanto quando a
preocupação do condutor é o conforto e eficiência, especialmente nos dias de
hoje com os preços dos combustíveis elevados, algumas técnicas de competição
poderão ser aplicadas numa condução normal.
- Uma aceleração que
provoca as rodas de tracção patinarem não dará nem máxima performance nem máximo
consumo de gasolina.
- As técnicas utilizadas nos carros de competição resumem-se em suavidade. É
certamente a palavra-chave para a aceleração confortável e económica numa carro
de passageiros. Acelere suavemente para obter um carro estável e confortável.
Arranques repentinos com altas velocidades, não darão boas performances nem
eficiência à gasolina gasta.
- Carregar em demasia no acelerador para manter uma velocidade é desperdício de
gasolina e torna-se desconfortável para os passageiros. Muitos condutores têm a
inconsciente mania de carregar no acelerador alternadamente em vez de manter uma
velocidade constante seja nas estradas ou auto-estradas
- Acelerando em demasia desperdiças gasolina de duas
maneiras. Primeiro, injectas gasolina a mais para o motor, que acaba por não
conseguir queimá-la, desperdiçando assim gasolina e aumentas a poluição.
Segundo, necessitas de travagens extra. A energia térmica que gastas numa fila
de tráfego, ou quando paras num semáforo, é energia inicialmente gerada pela
combustão de gasolina. Sempre que travas ou abrandas representa gasolina
desperdiçada. É óbvio que esse desperdício é impossível ser eliminado, mas pode
ser minimizado, não acelerando em demasia.
- Se tens um carro com mudanças manuais, lê o manual do teu carro para
aprenderes a rotação ideal do teu carro para fazer as trocas de mudanças. Os
Racers necessitam de as saber para obter uma aceleração eficiente. Mudando de
mudança demasiado tarde ou demasiado cedo, provoca diminuição da performance e
aumento do consumo de gasolina.
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Curvar
A capacidade de virar o
carro com uma precisão absoluta durante longos períodos de tempo a velocidades
extremamente altas é absolutamente crítica para o sucesso de um Racer. É óbvio
que todos os Racers sabem como virar, mas o volante de um carro de competição é
extremamente sensível. Menos de um quarto de volta do volante fará o carro virar
o máximo possível. O volante conecta o corpo do "Racer" directamente ao chão.
São muito poucos os carros de competição com direcção assistida. Os condutores
conduzem sob forças-G muito fortes durante muitas horas.
Todos os Racers sabem a
importância da posição das mãos e do corpo em relação ao volante. Estas duas
situações básicas, são quase sempre ignoradas pelos
condutores de carros de passageiros, apesar de serem extremamente importantes
para Ia segurança, eficiência, conforto e redução da fadiga.
Primeiro ajusta a posição do teu corpo, o factor principal é em relação ao volante: as pessoas pequenas, em particular tendem em sentarem-se demasiado perto do volante para poderem chegar aos pedais. Isto faz com que fiquem com os antebraços numa posição paralela ao volante, tornando-se impossível virar com precisão e suavemente desta forma. Torna-se mesmo perigoso para carros com Air Bag.
Os braços devem estar
descontraídos, estendidos e confortáveis de modo a que o antebraço e o braço
façam um ângulo de 45º de modo a que o cotovelo faça um ângulo de 90º.
O condutor deve estar perto
do volante o necessário de modo a que consiga chegar a qualquer zona do volante
sem ter de tirar os ombros do banco, mas não demasiado perto. Se tiveres de
chegar mais à frente para poderes chegar aos pedais, deves pensar em arranjar
umas extensões para os pedais do teu carro.
Bem preso ao banco com uns bons cintos de segurança, não há razões para teres de
te segurar ao volante numa curva apertada.
A
posição clássica/padrão das mãos no volante é nas 10 horas e 2 horas, esta
posição deriva de uma técnica já antiga hand-over-hand
na qual, através de voltas grandes e com os braços em cruz o condutor faz várias
mudanças de direcção virando apenas o necessário. Virtualmente, o movimento da
roda é realizado pela mão puxando para baixo, com a posição 10-2, as palmas das
mãos ficam viradas para baixo, usando alguns dos músculos menores dos braços
para virar. Uma técnica melhor do steering é chamada
do Shuffle steering. Neste método, a
mão e o braço que puxão, controlam o volante, enquanto que a outra mão serve
para fazer pequenos acertos através de apertos não deixando o volante deslizar.
As mãos do condutor, com o volante direito, têm as palmas das mãos viradas uma
para a outra na posição 9 e 3 horas. Nesta posição, o condutor usa os músculos
maiores do braço. Isto dá o controle melhor e produz menos fadiga. As mãos estão
sempre no volante, e a mão que está a puxar está pronta contra-brekar girando imediatamente no sentido oposto Esta
posição das mãos 9-3 ou 8-4 diminui também a probabilidade do condutor sobre-virar o carro. Todo o movimento desnecessário do
volante deve ser eliminado nos interesses da eficiência, do conforto e do
desgaste do pneu. Muitos condutores fazem correcções minúsculas e desnecessárias
constantemente, viram o volante ligeiramente várias vezes. Olhar bem à frente do
carro, como está indicado no primeiro artigo, ajudará a eliminar este
problema/vício.
Os engenheiros das auto-estradas são muitíssimo bem pagos para desenhar os
trajectos e as respectivas entradas e saídas com o objectivo de obter curvas
seguras tendo um raio contínuo. Deste modo as curvas não apertão a meio
tornando-se numa curva perigosa e enganosa. A maior parte das auto-estradas já
têm correctores nos limites da estrada que emitem um aviso sonoro ao pisá-las
corrigindo assim a trajectória do condutor.
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As curvas
A capacidade de contornar
uma curva rapidamente e eficientemente é uma das habilidades mais importantes de
um Racer. Está ao mesmo nível da travagem sendo dois ingredientes essenciais de
condução. É nas curvas que se notam as diferenças entre os condutores. Além
disso, a velocidade na curva e/ou a velocidade de saída da curva são, aparte da
potência do carro, o factor determinante para a velocidade em linha recta e para
o tempo de cada volta na pista.
A foto abaixo mostra três linhas possíveis para efectuar uma curva.
A
Trajectória A, que é a linha interna, ou seja é o percurso mais curto. No
entanto é também a trajectória mais apertada, requerendo um abrandamento
superior do carro. Além disso, por esta linha estar no interior da curva, dá ao
condutor menos visibilidade da estrada e da própria curva à frente dele. Não é a
melhor trajectória nem para competição nem para a condução de rua.
A trajectória C é a linha exterior da curva. Apesar desta trajectória permitir
que a curva seja efectuada numa velocidade superior em relação à trajectória A,
demora mais tempo com o carro a virar demorando mais tempo em curva.
A trajectória B é a trajectória " Racer." Começa na parte exterior da curva (a
entrada), aproxima-se para o interior da curva (o apex)
e continua gradualmente até à parte exterior da curva (a saída). No contorno
clássico das curvas como demonstrado, a velocidade do carro é abrandada antes da
entrada, mantém-se numa velocidade constante até que alcance do apex. A partir deste ponto o volante pode começar a acertar,
isto é, o raio de viragem do volante é diminuído, e acelera-se apontando-o para
a saída da curva.
Cada curva numa pista de
corridas é diferente, no entanto o princípio é sempre o mesmo para todas
elas "fora-dentro-fora". A trajectória C é a
trajectória mais rápida para fazer a curva, permite a velocidade de saída a mais
rápida e é a mais estável nos termos das mudanças de contrapeso do carro.
O condutor diário não está
preocupado particularmente com a forma mais rápida de efectuar uma curva nem
sobre a maximização da velocidade de saída, mas sim com a estabilidade,
segurança e conforto. A marca que define o limite das curvas pode ser o teu lado
da rua ou mesmo a linha da estrada, mas dentro dos limites da segurança sempre
iniciando no exterior da curva; interior; exterior. No exemplo da rua, o
"interior" não está correctamente muito na borda do interior da estrada, pois
existe provavelmente o cascalho, o lixo, a água ou os passeios.
Utilizar a linha do
racer nas curvas manterá o carro mais equilibrado; irá optimizar a tua
habilidade de ver o que se passa à tua frente; preservará a capacidade máxima de
travagem do teu carro; irá facilitar a tua condução e será muito mais
confortável para os passageiros. E claro, coincidentemente, fazer-se-á mais rápido.
Num resumo rápido da
técnica de curvar:
- Abranda antes de entrar
na curva.
- Inicia a curva a partir do exterior da mesma.
- Vira suavemente até ao ponto mais interior da curva.
- Após o apex da curva começa por virar o volante para
a posição inicial acelerando suavemente em direcção ao exterior da curva na sua
saída.
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Espelhos
Os espelhos são uma
ferramenta crucial tanto para os carros de rua bem como para os de competição.
Num carro de competição, olhando pelo retrovisor interior, consegues ver o
quanto te consegues distanciar dos teus oponentes, ou a aproximação deles.
Consegues ver qualquer tentativa de ultrapassagem deles podendo fazer uma
condução defensiva, ou para te desviares para poderem-te ultrapassar com
segurança.
Para o condutor da rua, os
espelhos são muito mais informativos e muito mais importantes. O condutor do
carro de passageiros deve ajustar os espelhos antes de arrancar, certificando-se
de que estão ajustados correctamente após ter posto o cinto de segurança mas
antes de ligar o carro. Idealmente, os teus três espelhos devem ser posicionados
de modo a que não tenhas que mover a tua cabeça para os ver. Quando isto for
sempre possível, é geralmente possível ajustares os espelhos de modo a que
possam ser vistos com o mínimo de movimento com a cabeça, para que não percas
demasiado tempo a tentar "localizar" a visão dos espelhos, pois o que se passa à
frente é deveras muito importante. Os carros de passageiro têm três espelhos
para uma razão. Focar os três espelhos na mesma área é redundante e desperdiça
sua utilidade. O espelho interior deve enquadrar a visão da parte traseira do
carro e deve ser ajustado para cobrir toda a janela traseira. Não há vantagens
em poderes ver o assento traseiro de teu carro.
Os espelhos do lado esquerdo e direito devem ser ajustados de modo a que mostrem apenas o seu lado respectivo do carro. Quando estes espelhos são ajustados perfeitamente um carro que passa por ti e tu consegues vê-lo a passar do espelho interior para o espelho exterior esquerdo sem que o percas de vista. A maioria de carros têm um ou mais " ponto cego lateral "em que não são vistos prontamente no espelho traseiro ou pelo condutor que gira a cabeça. O ajuste apropriado dos espelhos laterais permiti-los-á de cobrir estes pontos cegos de modo que o condutor seja nunca deixe de ver o tráfego próximo.
Quanto
maior for o tráfego na estrada em que circulas, é mais importante que observes
os espelhos. Se estiveres interessado em melhorar esta capacidade de olhar para
os três espelhos, tenta verificá-los cada 30 segundos. Para além de teres uma
noção completa de como o tráfego se está a desenrolar à tua frente nos lados e
atrás de ti, permitirá que possas fazer uma manobra evasiva se necessário, com
confiança e segurança. A importância de usares o espelho torna-se extrema numa
mudança de direcção ou de faixa, deverás olhar antes de fazer sinal (pisca),
depois de fazeres sinal , podes então fazer a manobra
sem NUNCA perderes a noção do que se está a passar à tua frente.
Se por qualquer razão fores incapaz de usar o
espelho traseiro, devido à janela traseira estar obstruída (mesmo sabendo que
nunca o deves fazer) ou porque está um veículo muito maior atrás de ti, reajusta
os espelhos laterais para dentro para cobrir ligeiramente mais a estrada atrás e
ligeiramente menos de lado. Mas não te esqueças de voltar a reajustá-los para a
posição inicial.
Muitos condutores adicionam um pequeno espelho
que colocado no espelho lateral elimina o "ponto cego".
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Evitar acidentes
"Para terminar, primeiro
tens de terminar." No pensamento do "Racer" está sempre o evitar acidentes.
Sempre que um "Racer" conduz roda-a-roda, ou nariz-à-cauda com
um outro carro, estará sempre a tentar ultrapassar o outro, mas também tem de
evitar qualquer acidente: "Para onde irei se...?"; "O que farei se...?"
Os acidentes são evitados
na cabeça do condutor, não nas suas capacidades e técnicas de condução
Provavelmente o único elemento e o mais importante para evitar o acidente
é o espaço. Os acidentes da estrada são causados devido ao desrespeito da
margem mínima de segurança do veículo da frente em maior do que qualquer outro
factor.
Uma regra extremamente importante é deixar SEMPRE no MÍNIMO 2 segundos de espaço
entre o teu carro e o carro da tua frente, deves seguir esta regra
rigorosamente. Permitir-te-á ter espaço e tempo para reagires à condução do
condutor, bem como do resto do tráfego da frente. Pensa conscientemente para
onde podes ir no caso de haver algum imprevisto repentino à tua frente.

Quando não seguires esta regra, seja por estares a atender o telemóvel, seja por
estares a mexer no rádio, seja por estares a conduzir sob efeito de álcool, seja
por estares a olhar para a "paisagem", tem na consciência que estás a aumentar
dramaticamente o aumento de possibilidades de veres envolvido num acidente.
Um outro contribuinte significativo dos acidentes da rua e das auto-estradas é a diferença de velocidade. Para o racer acontece quando tem de competir numa prova com carros de diferentes classes de potência a competir ao mesmo tempo ou quando os carros da mesma classe estão a competir em velocidades diferentes. Para o condutor de auto-estrada é uma experiência muito mais comum. Um dos lugares mais perigosos na auto-estrada a está na faixa mais rápida (da esquerda) pois poderá te aparecer na frente um carro significativamente mais lento do que tu. Nunca penses que isso não acontece pois um condutor que vá na faixa ao lado numa velocidade mais reduzida mas que mesmo assim terá de ir para a faixa mais rápida para poder ultrapassar um terceiro condutor ainda mais lento, irá ocupar a faixa utilizada por condutores que se excedem na velocidade máxima de segurança. Tem sempre em mente o que poderás fazer se um carro lento mudar de repente para a tua faixa de rodagem. Dependendo das circunstâncias circunvizinhas, sempre que conduzas com uma diferença de velocidade superior a 20 Km/h de outros automóveis a tua margem de segurança vai diminuir.
Os acidentes ocorrem, na pista de corrida e
fora dela, quando alguém excede os limites.
Sabendo os teus limites e os do teu carro, nunca os excedas!!