O
Tipo foi fabricado na Itália (e exportado para o restante
da Europa) entre 1988 e 1995, ano em que foi substituído
pelo Bravo e pelo Brava. Todos os 10 modelos da linha Tipo
foram fabricados na fábrica da FIAT em Cassino, Itália,
que era capaz de produzir aproximadamente 1000 carros por
dia, usando tecnologia de ponta na fabricação
(linha de montagem robotizada) e nos materiais usados para
fazer os carros, de tal forma que o lançamento do
Tipo significou uma revolução nos processos
de produção em massa de veículos na
Itália.
|

A
primeira versão do Tipo DGT, lançada
em 1988. |
Na época
do lançamento, a linha Tipo possuía cinco versões
de motorização:
três a gasolina (o
1.1 F.I.R.E., outra inovação da FIAT, utilizava
30% de peças
a menos que os motores tradicionais,
o 1.4 e o 1.6, evolução de motores anteriormente
existentes na linha Ritmo) e duas 1.9 a diesel (uma aspirada
e uma turbo comprimida). Em 1989, duas novas motorizações
foram adicionadas: uma 1.7 diesel aspirada e uma 1.8 a gasolina,
capaz de desenvolver 110hp.
Em 1991, esse mesmo motor 1.8
evoluiu para uma versão 16 válvulas capaz
de
desenvolver 138hp, que foi pouco depois substituída
pela 2.0 16v de 148hp ("Sedicivalvole").
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A
primeira versão do Sedicivalvole (1991),
com motor 2.0 de 148hp e 5 portas.
Note os
limpadores de faróis. |
Também
em 1991, a FIAT passou a compartilhar a fábrica de
Cassino, que era antes exclusiva à linha Tipo, com
a recém-lançada linha Tempra / Tempra Station
Wagon. O Tempra, cogitado inicialmente para ser uma versão
sedã do Tipo, acabou tendo várias alterações
de projecto que acabaram transformando-o em
um carro bem diferente
do Tipo. Mas, por compartilharem a mesma plataforma (e consequentemente
várias peças), puderam ser então produzidos
na mesma linha de montagem.
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O Tipo, a partir de sua linha 93, possuía uma
grade dianteira
diferente, além de vários reforços estruturais. |
Em
1993, a linha sofreu alterações de visual,
principalmente na parte dianteira.
Além disso, foi
lançada a versão 3 portas (que até então
não existia). As mudanças foram poucas por
duas razões:
1
- A FIAT estava quase concluindo o projecto Bravo/Brava;
2 -
A
FIAT italiana mudou muito o design do Uno, que acabou
não
caindo no gosto
do consumidor, e não quis
repetir a mal sucedida experiência do Uno (reestilização
excessiva)
no Tipo.
Também
em 1993, a FIAT começou a exportar o Tipo para o Brasil
e Mercosul.
Em
Outubro de 1995, o último Tipo italiano saiu da linha
de montagem de Cassino, para dar lugar ao Bravo/Brava. A
partir de então, ele passou a ser fabricado no Brasil
(até o final de 1997) e na Turquia (onde ainda é fabricado
com motorizações 1.4 i.e. e 1.6 i.e.).
O Bravo pode até tomar o lugar do Tipo em mercado,
em qualidade, mas as inovações trazidas pelo
Tipo à FIAT serão sempre mérito de seus
projectistas.
Cronologia
Julho 1988 |
Lançamento
da linha Tipo (5 portas), com motorizações 1.4 (78hp)
e 1.6 (86hp), com sistema de alimentação por carburador
e câmbio manual de cinco marchas. A versão básica
(Base) com motor 1.4 possuía banco traseiro bipartido e
limpador/lavador traseiro. A versão luxo (DGT 1.4 ou 1.6)
possuía, além disso, painel digital, trava eléctrica
central e vidros dianteiros eléctricos. |
Dezembro 1988 |
Lançamento
das versões a diesel. Inclusão de ajuste de altura
da coluna de direcção, limpador/lavador dos faróis
e de retrovisores com comando eléctrico, tanto para a nova
versão 2.0 TD como para a 1.6 DGT. |
Outubro 1990 |
Lançamento
da versão 1.8i.e. com potência de 110hp, com acabamento
similar ao do 1.6 DGT e direcção hidráulica de
série. |
Novembro 1990 |
Versão
1.6 DGT recebe direcção hidráulica de série,
e a opção de transmissão automática
CVT (Continuously Variable Transmission). |
Janeiro
1992 |
Lançado
o Sedicivalvole 2.0, com 148hp, suspensão rebaixada, rodas
de alumínio, câmbio curto, teto solar eléctrico,
direcção hidráulica, catalisador e bancos
Recaro. |
Fevereiro
1992 |
Fim
da versão
DGT. Todos os modelos do Tipo passam a vir com painel analógico. |
Setembro
1992 |
Versões
1.4 e 1.6 passam a contar com injecção electrónica
e catalisador, passando a serem denominados 1.4 i.e. e 1.6 i.e. Devido
ao catalisador, a potência cai de 78 para 71 hp no 1.4
e de 86 para 75 hp no 1.6 |
Fevereiro
1993 |
O
motor 2.0 i.e. de 8 válvulas (115hp) substitui o 1.8 i.e., na versão
GT. Esta versão teve melhoramentos na suspensão e nos
discos de freio, e recebeu rodas de alumínio, alarme com controle
remoto e travamento das portas à distância. Fim das
versões com câmbio automático CVT. |
Julho
1993 |
Primeira
reestilização
da linha, e lançamento da versão 3 portas. Mudanças
de projecto incluem reforços estruturais e barras de
protecção
nas portas, todas as versões passam a contar com direcção
hidráulica, trava eléctrica central, e vidros eléctricos
dianteiros. A versão 2.0 GT passa a se chamar SLX.
| Motorização |
Versão |
| 1.4
i.e. |
S |
| 1.6
i.e. |
SX |
| 1.9
TD (turbo-diesel) |
TD
SX |
| 2.0
i.e. |
SLX |
| 2.0
i.e. 16v |
16V "Sedicivalvole" |
|
Fevereiro
1994 |
Lançamento
da versão 1.6 i.e. S de 5 portas e da versão 1.7
DS (diesel aspirado, 57hp) |
Setembro
1994 |
A
linha Tipo passa a contar com as opções de airbag com cintos
com pré-tensores e FPS (Fire Prevention System). |
Fevereiro
1995 |
Airbag
para o motorista torna-se de série em todas as versões vendidas
na Europa, bem como a marcação do número
do chassis nos vidros. |
Outubro
1995 |
Fim
da produção
do Tipo na Itália com o lançamento da linha Bravo/Brava. |
Veja
uma propaganda do Tipo Suite, série especial lançada
em 1994, com motor 1.4 i.e. e acabamento similar ao do 2.0
SLX (retirada da revista portuguesa AutoMagazine de Maio
de 1994):
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